#PostCalango: Influências do pandeiro, por Leandro Mattos

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O pandeiro é um dos instrumentos de percussão mais tradicionais no Brasil e um dos elementos mais presentes nos conjuntos de choro, embora possa ser usado no samba, no pagode e em vários outros estilos musicais. No caso específico do choro, ele veio para dar o toque final àquele ritmo marcante e que antes era executado apenas com instrumentos de corda e sopro e com o piano.

Comecei a tocar pandeiro aos 9 anos, e desde então me interessei por estudar o instrumento. Marcos Suzano é até hoje uma de minhas principais influências, especialmente no groove, funk e pop. Fiz um workshop com ele no Palácio Quitandinha, além de aulas na Maracatu Brasil, em Laranjeiras. Nesse vídeo, é possível conferir um pouco do que o Suzano ensina:

O Jorginho do Pandeiro é uma grande influência no choro e no maxixe. Não o conheci pessoalmente, mas quero ter essa oportunidade. Ele é o mestre! Também admiro muito seu filho, Celsinho Silva, que seguiu os passos do pai no pandeiro.

Jackson do Pandeiro era conhecido como o “Rei do Ritmo” e aprendi muito com ele, especialmente no que diz respeito ao baião, ao frevo, ao coco e ao repente. Ele deixou uma grande obra e infelizmente já foi pro andar de cinema, mas também foi um grande mestre na música brasileira.

Por fim, o Scott Feiner me influenciou no jazz. Também gostaria de conhecê-lo.

Cada um desses pandeiristas foi importante para que eu desenvolvesse meu próprio estilo no instrumento e chegasse hoje a essa mistura que o Taruíra faz, unindo vários gêneros da nossa música com a latina e também com o jazz. Ter múltiplas influências possibilitou que chegássemos a esse som que agrega ritmos diferentes para encantar o público com o poder da música, essa língua universal.