#PostCalango: O jazz no choro do Taruíra, por Carlos Watkins

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O choro é um gênero essencialmente instrumental, embora muitos tenham letra. Os ritmos do choro são dançáveis, mas a execução dessa música pelo instrumentista exige preparo técnico, ou melhor dizendo, apuro técnico. Prefiro considerar o choro como música para ser ouvida. Ele é o nosso jazz.

Penso também que o choro pode ser tocado por qualquer instrumento. Usa-se muito a flauta, sax, clarinete, trompete e o trombone. 0 Pixinguinha era um exímio flautista do choro, depois passou para o sax tenor. Na década de 40, ele fez uma série de gravações com o flautista Benedito Lacerda, tocando o sax tenor. Várias músicas do repertório do Taruíra reproduzem os duetos que Pixinguinha fazia com o Benedito.

No choro também se improvisa, como no jazz. É uma curtição e um desafio, você ter que “inventar” outra melodia dentro da harmonia da música. Neste aspecto o jazz influenciou muito o choro.

Confira abaixo uma das composições de Charlie Parker, gravada no primeiro disco do Taruíra: