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Já centenário, o chorinho reuniu em sua história grandes talentos que criaram grandes álbuns. Selecionar alguns dentre tantos é muito complicado, por isso o critério foi de discos que marcaram minha vida e meu aprendizado como músico, influenciando diretamente, ou simplesmente álbuns que adoro ouvir.

Anote essas dicas e corra atrás!

“Pixinguinha”, Paulo Moura e os Batutas.

Esse é um disco enérgico, gravado ao vivo, onde Paulo Moura recria a obra do Pixinguinha. Foi gravado para comemorar o centenário do mestre. Esse disco foi o que me fez gostar de choro. Foi nele que ouvi, pela primeira vez, a obra que estudava.

“Mauricio Carrilho”, Maurício Carrilho.

Lançado em 2005, esse álbum é ótimo. Mas o motivo da escolha por ele é a maravilhosa “Choro Cubano”. A musicalidade e a mistura de gêneros que fazemos no Taruíra também pode ser vista nessa faixa.

“Gargalhada”, Paulo Sérgio Santos Trio

Recheado de ótimos temas, foi lançado em 2001 e traz o grupo do clarinetista com virtuose. Imperdível.

“Dois irmãos”, Paulo Moura e Raphael Rabello

Outro do Paulo Moura! Esse é um disco de temas camerísticos, para pequenas formações. Uma verdadeira obra-prima.

“Choros e Alegrias”, Moacir Santos

Esse foi o último álbum do mestre. Reuniu temas inéditos e com uma ligação fortíssima com o chorinho. É um verdadeiro carinho para qualquer fã de música brasileira.

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O violão de 7 cordas é uma derivação do violão de 6 cordas, ou seja, o instrumento recebeu uma corda a mais, aumentando assim a sua extensão. Mas a diferença principal não está no simples fato de possuir a sétima corda, mas sim na sua execução.

Ele surgiu lá pela década de 30, nos tradicionais regionais de choro, com a necessidade de estender as notas graves, assemelhando-se aos instrumentos de sopro como a tuba, o bombardino e o oficleide.

A sua execução foi evoluindo até que, na década de 50, ganhou linguagem própria nas mãos de Horondino José da Silva, o Dino 7 cordas, que passou a utilizar novas formas ritmo-melódicas, com fraseados que fazem do 7 cordas hoje talvez o mais importante instrumento de acompanhamento nos conjuntos de samba e choro.

Naquela época, os chamados regionais utilizavam, além do 7 cordas, outros instrumentos de harmonia, tais como o violão de 6 cordas e o cavaquinho de acompanhamento. Com isso, o 7 cordas tinha como função principal a condução do fraseado nas cordas mais graves, em contraponto à melodia do solista. É o que chamamos de “baixaria”.

Como as possibilidades de amplificação ainda eram precárias,  utilizavam-se cordas de aço, por possuírem sonoridade mais forte, bem como a dedeira no dedo polegar, para dar um destaque maior nas frases.

Enquanto o 7 cordas atuava com fraseados nas notas mais graves, o violão de 6 cordas conduzia a harmonia através da progressão dos acordes, utilizando os dedos indicador, médio e anelar nas cordas mais agudas. É o que se chama de “levada”.

No início dos anos 80, o violonista Luiz Otavio Braga, quando atuava na Camerata Carioca do Maestro Radamés Gnattali, passou a utilizar cordas de nylon no violão de 7 cordas, buscando uma timbragem mais homogênea com os outros dois violões de 6 cordas existentes no grupo. A partir daí, o violão de 7 cordas passou a ser utilizado também como instrumento solista, nas mãos de Raphael Rabello, e seguido por Mauricio Carrilho, Yamandu Costa,  Rogério Caetano e muitos outros.

Hoje, pela diversidade de ritmos e estilos musicais, os conjuntos não só de choro, mas de uma forma geral, passaram a utilizar formações diferentes das tradicionais. Com isso, o violão de 7 cordas ganhou nova função, podendo atuar como solista, ou como único acompanhador formando dupla com um cantor, por exemplo, ou em um trio, onde podemos ter um violão, uma percussão e um instrumento solista.

Especificamente no caso do Taruíra, eu utilizo o meu violão de 7 cordas em inúmeras funções, podendo ser na forma tradicional, conduzindo as  baixarias em contraponto à melodia do sax tenor, quando este atua como solista; como violão de 6 cordas, para acompanhamento no momento dos solos do cavaquinho; e às vezes até mesmo como contrabaixo, para manter o peso das notas graves em função da bateria.

Com isso, nos dias atuais o violão de 7 cordas atua, na maioria das vezes,  como único instrumento de harmonia dentro da base do acompanhamento. Isto significa que os espaços  deixados entre as “baixarias”, devem ser preenchidos pela “levada”. Entendemos, portanto,  que pode ter havido uma fusão entre o de 6 e o de 7.

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O pandeiro é um dos instrumentos de percussão mais tradicionais no Brasil e um dos elementos mais presentes nos conjuntos de choro, embora possa ser usado no samba, no pagode e em vários outros estilos musicais. No caso específico do choro, ele veio para dar o toque final àquele ritmo marcante e que antes era executado apenas com instrumentos de corda e sopro e com o piano.

Comecei a tocar pandeiro aos 9 anos, e desde então me interessei por estudar o instrumento. Marcos Suzano é até hoje uma de minhas principais influências, especialmente no groove, funk e pop. Fiz um workshop com ele no Palácio Quitandinha, além de aulas na Maracatu Brasil, em Laranjeiras. Nesse vídeo, é possível conferir um pouco do que o Suzano ensina:

O Jorginho do Pandeiro é uma grande influência no choro e no maxixe. Não o conheci pessoalmente, mas quero ter essa oportunidade. Ele é o mestre! Também admiro muito seu filho, Celsinho Silva, que seguiu os passos do pai no pandeiro.

Jackson do Pandeiro era conhecido como o “Rei do Ritmo” e aprendi muito com ele, especialmente no que diz respeito ao baião, ao frevo, ao coco e ao repente. Ele deixou uma grande obra e infelizmente já foi pro andar de cinema, mas também foi um grande mestre na música brasileira.

Por fim, o Scott Feiner me influenciou no jazz. Também gostaria de conhecê-lo.

Cada um desses pandeiristas foi importante para que eu desenvolvesse meu próprio estilo no instrumento e chegasse hoje a essa mistura que o Taruíra faz, unindo vários gêneros da nossa música com a latina e também com o jazz. Ter múltiplas influências possibilitou que chegássemos a esse som que agrega ritmos diferentes para encantar o público com o poder da música, essa língua universal.

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O choro é um gênero essencialmente instrumental, embora muitos tenham letra. Os ritmos do choro são dançáveis, mas a execução dessa música pelo instrumentista exige preparo técnico, ou melhor dizendo, apuro técnico. Prefiro considerar o choro como música para ser ouvida. Ele é o nosso jazz.

Penso também que o choro pode ser tocado por qualquer instrumento. Usa-se muito a flauta, sax, clarinete, trompete e o trombone. 0 Pixinguinha era um exímio flautista do choro, depois passou para o sax tenor. Na década de 40, ele fez uma série de gravações com o flautista Benedito Lacerda, tocando o sax tenor. Várias músicas do repertório do Taruíra reproduzem os duetos que Pixinguinha fazia com o Benedito.

No choro também se improvisa, como no jazz. É uma curtição e um desafio, você ter que “inventar” outra melodia dentro da harmonia da música. Neste aspecto o jazz influenciou muito o choro.

Confira abaixo uma das composições de Charlie Parker, gravada no primeiro disco do Taruíra:

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Sexta-feira (04) é dia de torcer pelo Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo. Para dar o tom da festa verde e amarelo, a Cervejaria Bohemia recebe mais uma vez o grupo Taruíra com o seu já tradicional repertório de música brasileira a partir das 15h30.

O show especial do Taruíra FC vem embalando a torcida canarinho em todos os jogos do Brasil na Cervejaria Bohemia. Antes das partidas, o sexteto formado por Breno Morais (sax soprano e flauta), Carlos Watkins (sax tenor), José Roberto Leão (violão de sete cordas), Leandro Mattos (pandeiro), Maurício Verde (cavaquinho) e Yuri Garrido (bateria) embala a campanha pelo hexa ao som de Pixinguinha, Waldir Azevedo, Gonzaguinha e Luiz Gonzaga, entre outros grandes nomes da nossa música.

Essa mistura brasileiríssima é que dá o tom das apresentações do grupo. O formato dos shows faz referência às rodas de choro que o Taruíra realiza em Petrópolis desde 2007. Tocando em círculo, o grupo apresenta canções que estão na boca de todo o público brasileiro: “É”, “Brasileirinho”, “Tico-tico no fubá” e “Carioquinha”, entre outras, fazem parte do repertório.

Serviço

Taruíra FC

Data: 04/07/2014 (sexta-feira)

Horário: 15h30

Local: Cervejaria Bohemia

Endereço: Rua Alfredo Pachá, 166 – Centro – Petrópolis/RJ
Entrada: R$10

Classificação: Livre

 

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O clima brasileiro toma conta da Cervejaria Bohemia antes e depois da partida da seleção contra o Chile pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Neste sábado (28), a partir das 12h, o grupo Taruíra apresenta um show especial em ritmo de samba, choro e baião.

Atração fixa da Cervejaria em todos os dias de jogos do Brasil no mundial, o “Taruíra FC” promete colocar o público para dançar ao som dos mais tradicionais ritmos da nossa música. O repertório já conhecido do sexteto ganha um reforço de canções que celebram a alegria e a vibração do futebol. Elas foram unidas em uma só faixa e lançadas pelo grupo na internet, disponível para ser ouvida gratuitamente em soundcloud.com/taruira.

O Taruíra entra em campo com Breno Morais (sax soprano e flauta), Carlos Watkins (sax tenor), José Roberto Leão (violão de sete cordas), Leandro Mattos (pandeiro), Maurício Verde (cavaquinho) e Yuri Garrido (bateria) e embala a torcida pelo hexa ao som de Pixinguinha, Waldir Azevedo, Gonzaguinha, Luiz Gonzaga e Beatles.

Serviço

Taruíra FC

Data: 28/06/2014 (sábado)

Horário: 12h

Local: Cervejaria Bohemia

Endereço: Rua Alfredo Pachá, 166 – Centro – Petrópolis/RJ

Entrada: R$10

 

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As noites de terça, quarta e quinta-feira (24, 25 e 26) no Rio Scenarium começam com o balanço do choro contemporâneo e em clima da maior paixão nacional: o futebol. A partir das 19h30, o sexteto instrumental Taruíra volta ao palco da casa para mais uma de suas apresentações dançantes, em clima de gafieira e com o melhor da música brasileira. Dessa vez, o grupo preparou um show especial, o “Taruíra FC”, que, além de seu já conhecido repertório, apresenta canções que marcaram gerações de torcedores, trazendo para campo grandes compositores e clássicos populares.

O objetivo é relembrar as músicas que mais se destacaram nas conquistas da seleção canarinho, mas também resgatar algumas das melhores composições inspiradas pelo futebol. É o caso de “Um a zero”, uma parceria de Pixinguinha com Benedito Lacerda, motivada pela partida do Brasil contra o Uruguai em 1919, quando o uniforme verde e amarelo levou o primeiro título de campeão sul-americano. O Taruíra reuniu essa e outras canções – como “Pra frente Brasil”, tema da lendária seleção campeã de 1970, e “Na cadência do samba (Que bonito é)”, ao lado de “Aqui é o país do futebol”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, “A ginga do mané”, de Jacob do Bandolim e “Conversa de botequim”, de Noel Rosa – em uma só faixa, lançada em maio para embalar a campanha da seleção brasileira no mundial de futebol.

O grupo é conhecido por sua mescla de ritmos – do baião ao jazz -, mas também por unir o tradicional chorinho à música pop e até mesmo à clássica. O resultado é um repertório que vai de Pixinguinha e Waldir Azevedo a Luiz Gonzaga e Beatles, incluindo também canções autorais. Suas variadas facetas se traduzem nas múltiplas linguagens, sempre com arranjos próprios, improvisos e solos cheios de personalidade. Nada como uma palavra genuinamente brasileira para dar nome ao sexteto, hoje um dos mais conceituados expoentes do chorinho contemporâneo no estado do Rio de Janeiro.

O Taruíra sobe ao palco com Breno Morais (sax soprano e flauta), Carlos Watkins (sax tenor),  José Roberto Leão (violão de sete cordas), Leandro Mattos (pandeiro), Maurício Verde (cavaco) e Yuri Garrido (bateria), e é seguido na terça pelo grupo Samba Urbano, e na quarta pela cantora Sarah. Já na quinta, quem encerra a noite é a cantora e bandolinista Nilze Carvalho.

Serviço:
Taruíra no Rio Scenarium
Datas: 24, 25 e 26/06
Horário: 19h30
Endereço: Rua do Lavradio, nº 20 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
Classificação: 18 anos
Entrada: R$25

 

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O choro, um dos gêneros mais tradicionais da nossa música, ganhou ainda mais tons de verde e amarelo com o lançamento da faixa “Taruíra FC”. A gravação do sexteto instrumental Taruíra reúne algumas das canções que mais marcaram gerações de torcedores, trazendo para campo grandes compositores e clássicos populares.

A faixa conta com o tempero especial do grupo, cujo trabalho mescla o chorinho com os mais variados gêneros musicais, do baião ao jazz. Nesse arranjo, o Taruíra reuniu “Pra frente Brasil”, tema da lendária seleção campeã de 1970, e “Na cadência do samba (Que bonito é)”, ao lado de “Aqui é o país do futebol”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, “A ginga do mané”, de Jacob do Bandolim, “Um a zero”, de Pixinguinha, e “Conversa de botequim”, de Noel Rosa.

O objetivo é relembrar as músicas que mais marcaram as Copas do Mundo para os brasileiros, mas também resgatar algumas das melhores composições inspiradas pelo futebol. É o caso de “Um a zero”, uma parceria de Pixinguinha com Benedito Lacerda, inspirada pela partida do Brasil contra o Uruguai em 1919, quando a seleção canarinho conquistou o primeiro título de campeã sul-americana.

“A proposta de reunir essas músicas surgiu de brincadeira na última Copa e foi atualizada para esta. Vai ser ótimo apresentá-la durante o mundial e resgatar algumas dessas canções”, diz José Roberto Leão, responsável pelo arranjo e pelo violão de sete cordas no grupo. “O futebol reúne muitas paixões e decepções e, assim como esses sentimentos, pode gerar grandes canções”, finaliza. Completam o Taruíra o saxofone soprano e flauta de Breno Morais, o sax tenor de Carlos Watkins, o pandeiro de Leandro Mattos, o cavaquinho de Maurício Verde e a bateria de Yuri Garrido.

A música poderá ser ouvida ao vivo durante a Copa do Mundo, quando o Taruíra se apresenta na Cervejaria Bohemia antes, nos intervalos e após todos os jogos do Brasil no mundial.

Confira abaixo:

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Futebol sempre foi um tema que inspirou grandes músicas no Brasil. Gerações de torcedores cantaram que a taça do mundo é nossa ou voa, canarinho, voa. No próximo domingo, 25/05, às 15h, o Taruíra vai reunir todas essas canções em uma roda de choro na Cervejaria Bohemia para o lançamento do Taruíra FC, projeto que irá se apresentar em todos os jogos do Brasil durante a Copa do Mundo.

O grupo vai resgatar as músicas mais marcantes dos mundiais em arranjos novos e clássicos, como “1×0”, de Pixinguinha, um dos mais contundentes relatos futebolísticos em nossa música, “Coração verde e amarelo” e “Pra frente Brasil”. O repertório vai trazer ainda a já tradicional mescla moderna que o Taruíra faz do choro com os mais variados ritmos brasileiros, unindo o samba, o baião, o maxixe e outras influências em uma seleção de músicas que vai de Waldir Azevedo e Jacob do Bandolim a Moacir Santos e Luiz Gonzaga.

E o Taruíra FC já está escalado para levar ao público o melhor da nossa música neste domingo e em todos os jogos do Brasil na Copa, com apresentações do grupo antes, nos intervalos e depois de cada partida. O grupo entra em campo com Breno Morais (flauta e sax soprano), Carlos Watkins (saxofone tenor), José Roberto Leão (violão de sete cordas), Leandro Mattos (pandeiro), Maurício Verde (cavaquinho) e Yuri Garrido (bateria).

O lançamento do projeto neste domingo já acontece em clima de Copa do Mundo, mas também em sintonia com o formato adotado pelo Taruíra há mais de quatro anos, quando lançou suas rodas de choro em Petrópolis. “Vamos tocar sem palco, com o público em volta, sem deixar de lado essa característica de agregar pessoas que a roda sempre teve. Preparamos um show especial voltado para o mundial, mas sem abrir mão da alegria e da descontração tão presentes nesses encontros”, revela Breno Morais.

O aquecimento para o lançamento acontece nesta sexta e sábado, no RioScenarium, às 20h, quando o Taruíra volta ao palco carioca para shows dançantes e que deixam a casa em clima de gafieira ao som de músicas como “Brasileirinho”, “Bole-bole” e “Tico Tico no Fubá”.

Serviço

Taruíra na Cervejaria Bohemia – Lançamento do Taruíra FC

Data: 25/05 (domingo)

Horário: 15h

Endereço: Rua Alfredo Pachá, 166 – centro – Petrópolis/RJ

Entrada: R$15